Novo estudo aponta remissão completa da leucemia com terapia genética

Um estudo publicado pela revista Nature Medicine mostra que os pacientes com a doença resistem ao tratamento, incluindo os que já fizeram terapia genética recentemente, podem realizar uma nova estratégia de modificação de genes para combater o câncer. A melhora completa foi atingida em 73% dos casos com o novo estudo.

O método funciona quando as células de defesa são retiradas do organismo do paciente doente e alteradas geneticamente para fazer o reconhecimento do tumor e aí elas são colocadas novamente no organismo na expectativa de que o corpo reconheça as células cancerígenas.

Apesar de parecer simples, os cientistas estão tentando diversas variações na prática desse mecanismo para combater o câncer.

A pesquisa testa mecanismos de defesa diferentes, como as células de defesa T modificadas para atingir a nova estrutura presentes na células malignas e o antígeno CD 22. Esse antígeno é uma estrutura das células doentes que deflagra a imunidade. A célula imune fica presa a estrutura e destrói as células doentes. Das terapias genéticas em andamento a mais comum é o antígeno CD 19, porém o estudo da Nature utilizou a CD 22.

O problema de alguns tratamentos com a estrutura CD 19, segundo o estudo, é que há perda da estrutura do tumor ao longo do tempo, sendo essa uma das causas mais comuns da resistência do tratamento. Então a pesquisa foi realizada com o CD 22, que geralmente é utilizado após a perda do CD 19.

O estudo foi feito em 22 crianças e adultos, sendo 17 já tratados previamente com a imunoterapia CD 19, através de teste com o CART CD 22, nome dado a nova terapia. Em 73% dos casos houve remissão completa dos pacientes, sendo que 5 deles foram previamente testados com a CD 19.

Essa pesquisa é a primeira a estabelecer uma atividade clínica de terapias com a direção do antígeno CD 22. Mostrar outras opções, até mesmo aos pacientes que já foram tratados com terapia genética, é justamente o que o estudo deseja realizar.

Em casos que a doença voltou no paciente, a baixa densidade do CD 22 foi atribuída aos casos. A descoberta também apontou a importância de uma presença de uma estrutura maciça para que o câncer fiquei sobre controle.

Campanha “Você Tem o Direito de Saber o que Come” recebe o apoio do Inca

Em algum momento você já parou e questionou quais são os alimentos industrializados que fazem parte de sua alimentação? Para responder essa pergunta e outras perguntas relacionadas com a qualidade do que ingerismos, o Inca – Instituto Nacional do Câncer, passou a apoiar a campanha “Você tem o direito de saber o que come”, uma campanha de responsabilidade da Aliança pela Alimentação Adequada e Saudável. Com o objetivo de trazer mais transparência e possibilitar rótulos de produtos alimentícios ultraprocessados com informações corretas e de fácil entendimento, a campanha visa tratar deste assunto muito importante para a saúde dos consumidores e alertar para os males de uma alimentação industrializada.

A Aliança trata-se de uma organização ligada a sociedade civil, que tem como principal objetivo cuidar de questões alimentares e nutricionais que envolvem a segurança da população brasileira.

A campanha aponta para os riscos de uma alimentação com base em alimentos ultraprocessados para a população, principalmente para as crianças. Esses alimentos devem ter o seu consumo extremamente moderados, pois se forem levados como base de uma alimentação diária, representam riscos e se tornam nocivos ao longo dos anos.

Segundo dados da OMS – Organização Mundial da Saúde, os apelos que as campanhas de marketing desses alimentos ultraprocessados, como bolos industrializados, sucos, refrigerantes, salgadinhos, biscoitos, entre outros, junto às mídia corporativa, conseguem influenciar com mais facilidade o público mais jovem, como as crianças e adolescentes. Esse bombardeio de propagandas acabam conquistando muitas pessoas, criando maus hábitos alimentares na sociedade principalmente para as crianças.

Alimentos da categoria ultraprocessados são grandes responsáveis pelo aumento da obesidade no país. A obesidade tem ligação com 13 tipos diferentes de câncer, e está associada com doença cardíaca, diabetes e transtornos mentais. A campanha recebe o apoio do Inca para todo o embasamento científico e no confronto direto a obesidade que o instituto vem promovendo. A campanha também tem embasamento nas recomendações feitas pela OMS e pela OPA – Organização Pan-Americana da Saúde/OMS, que tem o objetivo de promover escolhas alimentares saudáveis.

 

Pesquisa do IBGE revela que a expectativa de vida no Brasil chega aos 75,8 anos

De acordo com pesquisa anual realizada em 2016 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a média da expectativa de vida dos brasileiros teve um pequeno aumento em relação ao ano anterior, chegando aos 75,8 anos. A entidade destacou que pequenas elevações vêm sendo registradas ao longo da década, aumentando, desde 2006, 3,5 anos.

Levantamentos anteriores efetuados pela entidade apontam que de 1940 até 2016, a esperança de vida no país, em geral, aumentou 30,3 anos, passando de 45,5 para 75,8, respectivamente.

A estatística relativa ao estudo de 2016 mostrou que o estado com a maior longevidade foi Santa Catarina, onde a população, em média, alcança os 79,2 anos de idade, superando em mais de 3 anos a média do país. Distrito Federal, São Paulo e Espírito Santo aparecem na sequência superando os 78 anos.

Em contrapartida, os estados do Amazonas, Alagoas, Piauí, Roraima e Rondônia, que apareceram no fim da lista apresentando menos de 72 anos de vida, foram superados por Maranhão que registrou um pouco mais de 70 anos.

Segundo Fernando Albuquerque, gerente de População e Indicadores Sociais do IBGE, na média da população brasileira consta que as mulheres têm maior propensão à longevidade do que os homens, podendo atingir as idades de 79,4 anos e 72,2 anos, respectivamente. Na realidade, sempre houve, conforme os registros dos dados de pesquisas passadas, certa discrepância entre as idades de mortalidade de homens e mulheres. Albuquerque declara que a diferença pode diminuir, porém sem a possibilidade das idades se igualarem.

Um dado muito interessante e relevante sobre as condições de segurança é o fato de que o Rio de Janeiro, com seu registro de expectativa de vida superando os 76 anos, perdeu o posto de Estado que mais segue lutando contra óbitos não naturais dos jovens. O número de mortes violentas registradas no Rio passou de 37,5% para 16,4%. Já em São Paulo o percentual elevou de 33,1% para 36,5%.

Ministro diz que febre amarela dá sinal de novo ciclo com morte de macaco

O registro da morte de macacos por febre amarela em São Paulo, no dia 23 de outubro, mostrou que a doença está em um novo ciclo, segundo o ministro da Saúde, Ricardo Barros. A morte do animal na região do Horto Florestal, localizada na zona norte da capital, é um sinal de que o vírus ainda continua circulando, em menos de dois meses do Ministério da Saúde ter declarado o fim do que foi o pior surto na história da doença.

Uma semana antes do caso, em Itatiba no interior de São Paulo, houve um registro de morte de uma pessoa por febre amarela, e o ministro avaliou o caso como um ciclo novo da doença que deve ser enfrentada mais cuidadosamente. O ministro disse que medidas preventivas serão tomadas, e a população está mais alerta quanto a doença.

Para que uma eventual demanda da vacina seja atendida, o ministério irá enviar 1,5 milhão de doses para o estado de São Paulo para atender o fluxo da população.

A morte de macacos em São Paulo nunca deixou de ocorrer, apesar da divulgação do ministro, o estado informar a morte enquanto o governo informava o fim do surto. O governo se preparava para que a vacinação seja estendida nas regiões mais vulneráveis. A justificativa era a precaução devido a mudança no comportamento da doença.

As epidemias anteriores eram observadas pelo coordenador de controle de Doenças do Estado de São Paulo, Marcos Boulos, que informou em entrevista que os ciclos eram definidos devido ao aumento de casos nos animais e depois uma redução, diferente do ocorrido esse ano. As mortes de Gonçalves, na região da Mantiqueira, já haviam ocorrido quando o ministério anunciou o fim do surto de mortes. Também houve registros na região próximos à Rodovia Anhanguera.

A febre amarela ocorreu em três grandes frentes no estado de São Paulo, segundo os estudos realizados pela equipe de vigilância da secretaria estadual, considerada no passado como uma situação atípica onde os casos eram concentrados em áreas consideradas tradicionais, como a região oeste. Atualmente, existe registro em regiões como Campinas e na Grande São Paulo.