Brasileiro cria dispositivo que detecta hepatite C em instantes

O pesquisador João Paulo de Campos da Costa, ligado à Universidade de São Paulo – USP, desenvolveu um aparelho portátil capaz de detectar a infecção pelo vírus da hepatite C em minutos. Atualmente, os aparelhos utilizados pelo país nas campanhas contra a doença são importados e podem custar até 60 mil reais. Enquanto isso, o preço de fabricação do dispositivo desenvolvido pelo brasileiro, de apenas 26 anos, é de 430 reais.

Além disso, o aparelho tem autonomia para realizar até 18 exames de sangue antes de precisar ser recarregado, o que permite fazer campanhas de verificação em lugares mais distantes dos centros de saúde. Outra vantagem do aparelho brasileiro é a velocidade com que os resultados são obtidos: é possível saber se o sangue está infectado pelo vírus em apenas 15 minutos.

Para realizar a análise no dispositivo, é necessário recolher o sangue do paciente e proceder com a separação do plasma sanguíneo, fluido que será efetivamente testado. Dentro do aparelho, o plasma passará por um detector, composto por eletrodos, de anticorpos para o vírus da hepatite C. Ao serem atraídos pelos eletrodos, os anticorpos alteram a corrente elétrica que passa pelo detector, mudança que é percebida pelo aparelho como sinal positivo da doença. Caso não haja alteração na corrente, o paciente não está infectado pelo vírus.

O aparelho ainda precisa ser regulamentado pelos órgãos de fiscalização e controle, como a Anvisa, antes de serem comercializados. Entretanto, essa parte do processo deve ser executada pelas empresas interessadas em fabricar o produto, que já tem o pedido de patente requerido.

A hepatite C é a forma mais grave da doença, com mais de 24 mil casos até julho de 2018, sendo responsável por 75% das mortes por hepatite no Brasil. Entretanto, é uma doença silenciosa, que pode ficar em fase assintomática por mais de 15 anos, se manifestando somente em estágios avançados, e que se não descoberta usualmente evolui para quadros de cirrose e câncer. O governo brasileiro tem a meta de erradicar a hepatite C no país até 2030, além de realizar 30 milhões de testes também até o ano de 2030.

Como controlar a ansiedade sem remédios?

A ansiedade é o mal do século, isso não é nenhuma novidade. Além disso, é uma das doenças que mais assola a sociedade e prejudica a saúde de uma maneira geral. Você não leu errado, doença! As pessoas sempre relacionaram o termo a um estado normal, e não que esteja errado. Mas não é só isso, é uma doença que precisa ser tratada.

Medo sem qualquer motivo; insegurança; suor frio; taquicardia; sensação paralisante; angústia e outros sintomas relacionados são ansiedade. Esta doença tem como uma das principais características o sentimento de incapacidade de resolver os problemas, que na maioria das vezes leva ao transtorno de ansiedade generalizada.

Antes de iniciar qualquer tratamento, é necessário consultar um médico psiquiatra ou um psicólogo, para que o mesmo análise a necessidade do uso de medicamentos. Alguns tratamentos podem ser pautados por remédios ansiolíticos, mas em alguns casos, algumas mudanças de hábito já podem resolver o problema.

Embora a ansiedade tenha origem genética em muitos casos; ela também pode advir de eventos traumáticos ou conflitos internos que precisam ser tratados. Por isso, é um erro investir em tratamentos que focam em sintomas físicos, e não na origem da ansiedade. Por isso, é preciso procurar uma terapia, que possibilita que você verbalize tudo o que te aflinge. Este processo permite que você adquira autoconhecimento. Acredita-se que quanto mais conhecemos de nos mesmos, melhor podemos lidar com os nossos transtornos e com os nossos medos, inclusive com a ansiedade. Nesse tipo de tratamento o paciente é o principal agente da cura.

É imprescindível a procura de um profissional e a realização de um tratamento adequado, porém, algumas atividades podem ajudar. Uma dessas atividades é a prática de exercícios. Uma caminhada, 3 vezes por semana, já é uma ótima opção para quem sofre de ansiedade, além de auxiliar o corpo como um todo.

As terapias alternativas também são uma excelente opção. Dentre as melhores opções está a Yoga; a acupuntura; os florais de Bach; agrimony, ansiolítico natural; o vervaim, o cherry plum e a honeysuckle.

A ansiedade é um estado psíquico e mental que precisa de tratamento. Além de consultas médicas, terapia ou métodos alternativos, uma maneira de combater a doença é buscar uma vida saudável, com alimentação equilibrada, contato com a natureza, atividades físicas e opções de lazer.

O que é o sonambulismo?

O Sonambulismo costuma surgir durante os momentos de sono mais profundos, em que estamos totalmente envolvidos no sono. Os sonambulos costumam realizar atividades sem consciência plena, já que as funções cerebrais da pessoa não estão totalmente ativas, o que faz com que a pessoa fique em um estado transitório entre o sono e a vigília. Por conta deste estado transitório, às pessoas costumam não lembrar ou terem uma lembrança vaga do que aconteceu.

Nestas situações a melhor coisa a se fazer é levar a pessoa de volta para a cama, sem acorda-los ou dar qualquer susto.

O sintoma mais conhecido do distúrbio é andar dormindo, de olhos abertos e com uma expressão vazia. Nas crises é comum levantar e começar a realizar situações motoras do cotidiano que não necessitam da interferência do cérebro, como mudar de roupa, falar sem nexo, andar pela casa, cozinhar, etc. Como a pessoa esta semi-consciente, é possível que a pessoa se machuque, caindo ou ferindo –se com instrumentos como a faca.

Casos em que o sonâmbulo sai de casa, dirige, ou caminha para fora de casa não são comuns. Porém, ao acordar a pessoa tende a estar aturdida e até mesmo apresentar certo nível de agressividade, pois a situação acontece nas fases mais profundas do sono.

Outros possíveis fatores são: a privação do sono ansiedade, problemas de respiração, febre, depressão e ruídos.

O diagnóstico tem como base o relato do pacientes e de pessoas próximas, porém, são feitos exames tradicionais como, por exemplo, a polissonografia e os eletroencefalogramas.

É comum que a doença desapareça de maneira voluntária em crianças, e que as mesmas não tenham quaisquer notícias ou lembranças deste período. Justamente por este motivo, o tratamento é aconselhável apenas em casos que as crises são frequentes e oferecem riscos a integridade física da pessoa. Nestes casos, é sugestivo que a pessoa faça uso de medicamentos como o benzodiazepínicos, além de antidepressivos, que também podem ser eficazes nestes casos. Técnicas de relaxamento e psicoterapia também são úteis.

Salienta-se que para obter informações especificas e detalhadas sobre seu caso, é necessária a consulta de um profissional da saúde, além da realização de exames.

Descubra mais sobre a incontinência urinária e as suas causas

Recentemente, foi desenvolvida a primeira pesquisa em esfera nacional acerca da incontinência urinária e do trato urinário inferior, os quais incluem desde a sensação de esvaziamento incompleto da bexiga até o próprio escape da urina. O resultado do estudo foi um dos destaques da edição de 2017 do Congresso Brasileiro de Urologia.

 Com mais de cinco mil voluntários, incluindo homens e mulheres com mais de 40 anos das cinco regiões do país, o estudo comprovou que existe uma alta prevalência dessas condições na população brasileira, atestando ainda o quanto elas afetam o bem-estar de quem sofre com esses problemas.

 Em relação a perda da urina de escape, as mulheres são as que mais apresentam o problema, com um índice de 45,5% entre as voluntárias, enquanto a porcentagem dos homens foi de 14,7%. No caso das mulheres o quadro mais comum que gera essa condição é a incontinência urinária de esforço, a qual é provocada por crises de tosse, espirros, exercícios, entre outros.

 Já nos homens, o tipo de incontinência mais comum é a de urgência, a qual consiste em uma súbita vontade de fazer xixi, na qual às vezes o indivíduo não consegue se segurar até chegar ao banheiro. A incontinência urinária pode surgir devido a distúrbios neurológicos o Parkinson e o AVC. Mas além disso, ela também pode ser uma consequência da chamada bexiga hiperativa.

 Em condições normais, após a urina ser produzida pelos rins, ela vai para bexiga, que conforme vai enchendo, faz com que a musculatura seja contraída para gerar a vontade de ir ao banheiro. Porém, no caso da bexiga hiperativa, esses músculos se contraem mais do que deveriam, mesmo quando não existe um acúmulo considerável de urina.

 Nesse estudo, os pesquisadores ainda consideraram outros fatores pouco debatidos que também aumentam os riscos da incontinência urinária. Entre eles, está a obesidade, tendo em vista que a gordura em excesso pode pressionar o reservatório de urina além do normal,  e a constipação,  pois o intestino se encontra próximo da bexiga.

 Em todo caso, é muito importante procurar a ajuda de um médico quando a incontinência urinária for constatada. Atualmente, a porcentagem de brasileiros que procuram um especialista nessas condições ainda é baixa, cerca de 35%, algo que portanto precisa ser melhorado ao longo dos próximos anos.

Alerta para viagens ao Brasil no carnaval é emitido pela Europa

Um alerta sobre avaliação de risco para quem viajar para o Brasil durante o carnaval foi emitido pelo Centro Europeu para Prevenção e Controle de Doenças. O turismo sazonal poderá trazer aumento de casos, que já esperado.

O comunicado informa que o Carnaval é um evento com um público muito grande e encontros internacionais. O número de viajantes da União Européia (EU) e do Espaço Econômico Europeu (EEE) deverá crescer e devido a isso a quantidade de casos relacionados a viagens entre turistas não vacinados poderá crescer em fevereiro.

É preocupante a ocorrência de mortes de macacos por febre amarela nas regiões de São Paulo e Rio de Janeiro. “No início da temporada que se inicia em dezembro de 2017” avalia a pasta.

A organização relacionada à União Européia se empenha em doenças com risco de epidemia. No comunicado ainda é alertado sobre a cobertura sub-optimal de vacina em algumas regiões. Existe uma possibilidade de aumento do ciclo de transmissão da febre amarela nas áreas urbanas e de periferia, devido à quantidade de pessoas expostas.

O controle das aplicações da vacina anti-febre amarela é algo a ser considerado para viajantes oriundos no Brasil como uma maneira de reduzir o risco de importação da doença.

Apesar do risco de aumento da febre amarela ser após uma infecção, na União Européia e no Espaço Econômico Europeu, as chances são baixa, devido ao vírus precisar ser introduzidos através de pessoas contaminadas em áreas com uma população ativa e apta de mosquitos vetores.

O alerta sugeriu também algumas medidas práticas ao turista além de destacar o aumento do risco. Foi recomendada a utilização de roupas adequadas, dormir em locais protegidos com mosquiteiros e ar condicionado além de garantir a vacinação.

A representação da Organização Mundial Pan-Americana de Saúde foi questionada pela BBC Brasil em relação da necessidade de algum possível alerta em relação ao Carnaval, porém a organização não deu nenhuma resposta.

Em 2016 foi emitido um alerta pela Organização Pan-Americana de Saúde para que as gestantes evitassem viajar ao Brasil devido ao surto de zika vírus, quando estava próximo aos jogos olímpicos do Rio de Janeiro.