Óculos digitais são testados em tratamento voltado a portadores de autismo

A área da saúde tem mais um avanço em se tratando de pessoas com autismo. Trata-se do desenvolvimento de uma prática que combina um aplicativo próprio para aparelhos de tecnologia móvel com o uso do Google Glass. A combinação das duas tecnologias foi criada com o objetivo de aprimorar a capacidade dos autistas em compreender emoções através das expressões faciais próprias das pessoas.

O avanço em questão ocorreu após uma pesquisa que contou com a participação de cientistas que atuam na Universidade Stanford, localizada nos Estados Unidos. A publicação dos resultados obtidos com o estudo, contudo, foi feita em 2 de agosto de 2018, por meio da Digital Medicine, uma revista especializada em assuntos de ordem científica.

Vale destacar que o autismo caracteriza-se por um distúrbio que ocorre no desenvolvimento de algumas pessoas, ocasionando déficits de sociabilização, além de dificuldades relativas à comunicação e o aparecimento de comportamentos considerados repetitivos.

A aplicação da técnica apresentada pelos cientistas consiste no uso do aplicativo criado, o que acaba indicando às crianças que utilizam o Google Glass, pistas acerca do que as expressões dos rostos das pessoas possam significar.

O Google Glass recebeu este nome em virtude de aparentar ser um par de óculos. Sua ligação com o smartphone ocorre através de conexão sem utilização de fios. O equipamento produzido pela gigante Google contém uma câmera que torna possível o registro do campo visual de quem o utiliza. Além disso, outras partes compõem o dispositivo, tais como um alto falante e uma tela de dimensões pequenas, proporcionando informações auditivas e visuais.

Após serem utilizados por um período de três meses, os pais dos participantes do estudo puderam perceber uma melhora significativa nas habilidades sociais de seus filhos. Isso foi comprovado pelo fato dessas crianças passarem a fazer maior contato visual com as outras pessoas, melhorando a interação com os outros indivíduos.

Para os cientistas envolvidos no estudo, os tratamentos precoces se mostram ainda mais eficazes que os ministradas tardiamente. Isso, segundo eles, ainda não faz parte da vida de muitos autistas, uma vez que somente por volta dos 18 meses é que muitas crianças são corretamente diagnosticadas com o distúrbio.

 

Saiba mais:

https://noticias.r7.com/saude/cientistas-testam-oculos-digital-em-terapia-para-criancas-com-autismo-03082018

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