Brasil registra um acidente aéreo a cada dois dias, segundo Cenipa

O Brasil teve 1704 acidentes aéreos nos últimos 10 anos, de acordo com o Cenipa – Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos, órgão da FAB, Força Aérea Brasileira. Isso significa que, em média, ocorre um acidente com veículos aéreos a cada dois dias no país.

Os dados do Cenipa também apontam que as principais causas desses acidentes são a perda de controle da aeronave e falhas nos motores. Como resultado, esses eventos causaram a morte de 846 pessoas.

Do total de acidentes, 73% aconteceram em aviões, com 1260 casos reportados. Em seguida vêm os acidentes com helicópteros, representando 13% dos acidentes – 220 ocorrências.

Regionalmente, é o estado de São Paulo que possui o maior número de acidentes, 370 no total, que causaram 137 mortes. Esse número é influenciado principalmente pelo tamanho da frota aeronáutica paulista, a maior do país.

Apesar da maior parte dos acidentes ocorrerem em aviões, voos comerciais e taxis aéreos são as modalidades com menor taxas de acidentes, enquanto os voos particulares encabeçam as estatísticas. Isso porque, enquanto os serviços aéreos passam por fiscalizações mais rigorosas, serviços particulares ainda sofrem com manutenções precárias e falta de capacitação adequada de pilotos, que rotineiramente têm menos experiência em horas de voo.

Segundos especialistas, o número de acidentes aéreos no Brasil, que já vem em queda, se comparado a períodos anteriores, pode ser menor, desde que os recursos à disposição sejam melhor utilizados, como a melhor formação de pilotos, a renovação da frota de aeronaves e o seguimento mais rigoroso das normas de segurança da Agência Nacional de Aviação Civil.

Outro ponto defendido por especialistas é o endurecimento de regras da aviação particular, para que esta se aproxime da existente nos táxis aéreos. Um ponto de dissonância entre ambas regulamentações é a presença de um copiloto, responsável por auxiliar nos procedimentos de pilotagem e tomar o controle caso necessário, na cabine, o que não é exigido a voos particulares.

No entanto, apesar das notícias alarmantes, é difícil fazer a comparação dos números brasileiros com a realidade ao redor do mundo, já que muitos países não mantém um acompanhamento preciso dos incidentes aéreos como o Brasil.

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