Dentre razões para abandono das redes sociais, nota-se a fuga de discussões

Discussões, no sentido negativo, tendendo não a algo de fato construtivo, mas a uma briga, são e sempre serão motivo de várias situações tão negativas quanto. Porém, se a situação aqui tratada é realmente atemporal, suas consequências, no entanto, seguem a temporalidade, ou seja, dependem do contexto, do momento em que vivem as partes da discussão. Hoje em dia, vemos, nas notícias, que muitas delas acabam por ocorrer no âmbito das redes sociais, consequentemente, já que muitos de nós gastam boa parte do dia visitando-as.

Entre as notícias, encontramos relatos de pessoas explicando as suas respectivas razões para abandonarem as suas redes sociais, como o perfil no Facebook, por exemplo. Dentre esses relatos, podemos citar o de Luiz Hamada, um homem, de 36 anos, que abdicou de todo esse universo, entre os anos de 2009 e 2010. Segundo ele, com tal atitude radical, acaba-se ficando livre de todas as recorrentes discussões que ocorrem durante o período das eleições. E essas sempre desnecessárias, segundo a visão dele, vale observarmos. Assim, desconectado das redes sociais, pôde priorizar mais e mais as experiências do mundo real, encontrando com pessoas presencialmente. Uma das justificativas para, inclusive, ele enaltecer a diferença entre as amizades de ambiente virtual e as presenciais, é que as primeiras teriam o que chamou de “atmosfera superficial”. Sem contar que, com mais tempo livre, ele acaba por dedicar-se mais aos parentes e aos seus bichos de estimação.

No entanto, o que vem levando muitos a saírem das redes sociais não se pode dizer que seja apenas uma questão de gosto pessoal, no sentido de serem casos isolados. Para muitos, as eleições propiciaram ainda mais essa situação, sendo até mesmo, para alguns, o “ponto final” nas redes sociais, ou seja, o contexto que os levou a simplesmente desistirem de tudo isso.

Até porque existem casos como o da professora universitária, tanto de publicidade quanto de jornalismo na PUC-SP, de nome Marlyvan Alencar. Com os seus 54 anos de idade, essa professora confessa que tomou a decisão de apagar os seus perfis das redes sociais, mais precisamente Facebook, Twitter e Instagram, por conta, justamente, das eleições. Após passado esse período, ela percebeu que ou focava-se no seu trabalho ou acabaria por dedicar-se muito às demandas desses sites, sendo então uma militante com a necessidade de compartilhamentos e, principalmente, de participação em discussões. Sem tudo isso, seu trabalho e estudos só evoluíram, fora as amizades, que também cresceram.

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