Google Glass, o que não deu certo?

A tecnologia vem facilitando e agilizando bastante as tarefas que exigiriam mais trabalho e tempo das pessoas. As vantagens que diversos dispositivos possuem colocam em destaque o avanço da área, mas apesar de todos nós gostarmos de utilizá-la, existem algumas questões que precisam ser analisadas antes da criação de alguma novidade, e foi isso o que aparentemente não aconteceu com o Google Glass, óculos que permite tirar fotos e gravar áudio por seus usuários.

Quem iria se sentir à vontade com alguém que a qualquer instante poderia tirar uma foto inesperada sem o seu consentimento, ou então gravar uma conversa de maneira imperceptível?

Foram nessas perguntas que a aposta do Google Glass barrou. Os óculos tecnológicos eram vistos como um avanço na linha de acessórios que podem ser usados como parte do visual, a conhecida computação vestível.

A ideia desses óculos não deu certo. Além de invadir a privacidade houve falhas na performance do dispositivo que fizeram os seus usuários ficarem longe da ideia.

Até mesmo o New York Times comentou sobre a função dos óculos que vêm com uma câmera acoplada. Então veio a reflexão do quanto pode ser desconfortável estar em um lugar em que podem estar nos vigiando sem o nosso consentimento.

Começam então os debates sobre legislação na tecnologia, muitas leis ainda não prevêem certos tipos de casos, como o uso de informações sem autorização prévia, até mesmo grandes empresas de tecnologia tiveram que dar explicações às autoridades sobre casos em que os dados de seus usuários tiveram a privacidade violada.

Todo o investimento que foi realizado para o Google Glass, não foi para o ralo. O dispositivo mudou o seu foco para as empresas e permanece sendo aprimorado. De acordo com fontes as melhorias estão sendo trabalhadas na qualidade do processamento e na duração da bateria.

Com esse exemplo, a partir de agora diversas empresas devem pensar antes de lançar e investir em qualquer tecnologia que interfira na privacidade de pessoas em ambientes públicos ou privados. A lição do Google pode servir para diversos projetos futuros evitando perda de tempo, investimento e más notícias.

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